terça-feira, 23 de setembro de 2008

surrender.



Só sentar embaixo de uma árvore favorita, a qual eu nunca tive, era tudo o que queria agora.
Relaxar e desvairar, falar comigo mesmo... me entender. Certos assuntos a gente só comenta com nós mesmos, conseguimos confidenciar com nós mesmos, conseguimos enganar a nós mesmos...
E se eu sumisse? E se a síndrome do "Pequeno Príncipe" cair sobre mim e a vontade de ter um planetinha com florzinhas e galhos vier a me preencher?
Um lugar onde eu não sou vulnerável, onde nada me atinge, onde não há dor e a solidão não é um castigo.


Me ausentar, pelo menos uns tantos de instantes, pra poder me encontrar de novo. Ah, como eu queria, Deus, ter o prazer da mudança de uma águia. Ter o prazer e a adrenalina do vôo de um passarinho, pra fazer tudo passar rapidinho...

Mas sou desprovido de planetas, galhos, florzinhas, bico e asas. Bico pra mim só nos momentos de raiva, e esses já se tornam companheiros de cada dia, asas só as dos meus pensamentos.


Perdoem, mas essa vida de satura.


[...]

terça-feira, 16 de setembro de 2008

tempopassatempopassa?

É uma mágoa repentina, dessas que te ataca numa terça-feira escura.
É um sentimento de culpa, é uma culpa que dá pra sentir... com ressentimento.
O porque dela? Eu não sei... mas ela dói feito saudade. Dói como o que machuca...
A pena por ter feito mal a mim mesmo e à flor pequena.
Pra esse sofrimento egoísta a cura é o tempo passar...

Me dói.


Me incomoda.

E me arranca muito mais que lágrimas.




Aqui finda. E eu ainda não.