segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

passou.


E aquela gritaria matinal me parecia comum! A vida, de uns tempos pra cá, se torna tão intensa e ao mesmo tempo deixando a desejar, que muita coisa me é comum demais. Os berros do mundo, por exemplo...

Situações e pessoas ajudaram a me criar e hoje as mesmas matérias me levam ao abismo das questões sem respostas. Busco até no vento, mas o mesmo se faz ausente, hoje!

Sabe quando se quer sumir? Quando o seu túnel não tem luz e muito menos fim? Então, acontece!

Só queria entender a mim mesmo [entende?]... sair de mim e me analisar. Passar o dia inteiro comigo e anotar meus atos... ver as minhas mentiras verdadeiras, meus males, minhas alegrias, dores, odores, horrores...


Tento me criar, me recompor, me editar!

Mas fica difícil quando interferem...
Não sou o que penso, mas eu nem ligo.


Nem ânimo pra me consertar tenho...
Mas passou. O dia findou e a noite ainda [já] reina. Faço dos meus dias uma viagem de carro. O que não presta jogo pela janela, o que me é útil jogo no porta-luvas. Talvez eu as ache sem querer, quando procurar as chaves e lembre da alegria que me passaram!


Chegou e passou!
Qua venha a lua raiar.


[embalado por: Só pro meu prazer -Leoni]

(Não me faz mal, não!)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

vácuo.


O dia do prato veio e passou! Muita folia, muita cara pintada. A tribo dos semi-palhaços estava em festa.

Tanta gente e eu ainda me sinto o só! Meus medos ainda nem enfrento, meus segredos eu escondo... me escondo!

É tamanho o vazio que sinto a via láctea dentro de mim. Mas ela bem reformulada, sem planetas, estrelas e astros reis pra iluminar... só o vácuo.

E isso torna as coisas mais complicadas porque ele prolonga a dor que insiste em me ventilar...

Queria achar um vida viva, em mim! Queria achar uma ponte que realmente me leve a algum lugar. Que o rio que passe em baixo dela seja feito de sonhos pra eu poder agachar e saciar minha sede deles.

Um punhado de paz interior, porque minhas guerras escorrem aos litros...

Que um dia eu viva, que um dia eu chore quando preciso, que um dia eu sorria sempre de verdade, que um dia eu esteja disposto a viver, que um dia a vida se disponha a me olhar, que um dia eu me ache nesse vácuo que só aumenta meu pesar e pensar.


[embalado por Realejo - O Teatro Magico.]

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

entrando numa fria.


De cara ela parecia pequena pra tanta gente. Mas ao longo dos dias eu constatei que de fato era mesmo!

Cada pessoa tinha lá seu conteúdo, seu capricho, sua mania... Vi gente com "pano de olho", gente que passa gel na sobrancelha, gente que funciona, ao invés de roncar!

O calor da amizade e aconchego era tamanho que a grande cidadezinha gelada se tornava apenas um cubo de gelo diante de um fogo bem ardente e alto... Amandinha acalmava e encatava todos com sua vozinha e seu jeitinho de mocinha. Liana chegou bem depois, mas tomou uma punhado de afeição enorme dos habitantes do lugar. Belinha, a mais meiguinha, acalmava com seu sereno olhar. Renato era o Sol da casa! Acordava junto com a nossa querida matadora de fome matinal, Vivi!
Fernando era o pacificador... lembrava sempre que todos éramos amigos! Vitu, meu grande companheiro de poltrona de ônibus; o solidário... deu colchão para outros... Anna K tem sua luz própria. O ser mais hilário do local! Conversa até com colchão (Ela vai entender...)...

Ainda tem o Clóvis, Felipe, Arthur. Todos em uma pessoa só! Ah, e a sua querida noivinha Janaina! Tem um coração de seu tamanho. E não pode faltar Kelen e seu "peguete", Samara e Joaquim, Kekildez, Amor, Tiago Ébrio, Julio Bilau, Ju Verde, Fusca, Lidia Luiza, Florzinha do meu coração, JordanaSukita, Chico Fernando do celta preto... E muito Nando Reis"


E ele mesmo disse: "Muitos comuns, poucos raros..."

Que cada um sinta um forte abraço, um beijo sincero e a certeza de que os laços ali formados serão eternos e inquebráveis!


Amo-os, desde sempre, já!